QUANDO A EMPRESA SE POSICIONA, A CIDADE AVANÇA

25 de fevereiro de 2026
Por: admin

Por: Debora Celine Bergamaschi dos Santos 

Presidente da ACIN – Gestão 2025/2026

No mês de Março, em que celebramos o Mês da Mulher, quero falar diretamente com você: mulher empresária, colaboradora, líder, mãe, filha, mulher que, com coragem e dedicação, move a nossa cidade todos os dias.

Quero falar também com você, homem de bem, que não se cala diante da injustiça e que não compactua com qualquer forma de desrespeito ou violência. Essa é uma conversa que precisa envolver a todos nós.

Este é um convite à reflexão e à responsabilidade. Mais do que celebrar conquistas, é tempo de reafirmar nosso compromisso com a construção de uma sociedade mais segura, mais justa e mais humana.

Aqui na ACIN – Associação Empresarial de Navegantes, desenvolvemos projetos voltados ao fortalecimento do protagonismo feminino, como o NUME, nosso Núcleo da Mulher Empresária, que hoje é um dos mais atuantes da entidade. Nele, nascem conexões, capacitações e iniciativas que impactam de forma concreta os negócios e a vida de cada participante.

Mas hoje não venho falar sobre desenvolvimento econômico. Venho falar sobre responsabilidade, um tema que muitas vezes gera desconforto, desperta opiniões intensas e exige coragem.

Representamos o setor produtivo de uma cidade que cresce, gera empregos, atrai investimentos e se consolida como protagonista regional. Navegantes vive um momento de expansão. No entanto, crescimento só é verdadeiramente significativo quando está alinhado a valores. Desenvolvimento econômico e responsabilidade social não podem caminhar separados.

É por isso que a ACIN abraça e fortalece três iniciativas fundamentais: Projeto “Aqui Não”, da FACISC; O Projeto Catarina, da Polícia Militar de Santa Catarina; O Programa Navega Mulher, conduzido pela Delegada Patrícia Burin

O Projeto “Aqui Não” é um posicionamento claro e firme: Aqui não aceitamos violência. Aqui não toleramos desrespeito. Aqui não compactuamos com qualquer forma de abuso, é mais do que uma campanha, é um compromisso institucional que transforma valores em atitude.

O Projeto Catarina é mais do que uma política pública é a presença ativa e preventiva do Estado onde ele é mais necessário. É cuidado, proteção e acompanhamento constante às mulheres que possuem medidas protetivas. É, sobretudo, um trabalho que salva vidas.

Tivemos a honra de conhecer de perto a iniciativa desenvolvida pela Polícia Militar de Santa Catarina em nosso município., aqui no 25º Batalhão, está sendo estruturado um espaço próprio e seguro para acolher mulheres vítimas de violência e seus filhos após as ocorrências, um ambiente pensado para oferecer proteção, escuta e dignidade em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

Trata-se de um gesto concreto de humanidade, que demonstra sensibilidade e compromisso com a causa, e que ainda conta com o apoio da sociedade para sua conclusão como destaca a Comandante da PM de Navegantes, Coronel Delaidi: “A Rede Catarina de Proteção à Mulher é um programa da Polícia Militar de Santa Catarina criado em 2017 que visa o atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. Em Navegantes, duas policiais militares atuam exclusivamente nesse serviço, tendo acompanhado cerca de 330 mulheres com medidas protetivas de urgência em 2025. Esse acompanhamento abrange desde orientação sobre seus direitos, instalação de botão do pânico e fiscalização das medidas protetivas deferidas pelo poder judiciário. Atualmente, a principal necessidade é a criação de uma sala de acolhimento no Batalhão para receber e atender essas mulheres de forma mais adequada.”

Já o Navega Mulher é um encontro mensal que fortalece o atendimento especializado, humanizado e técnico. Sob a liderança da Delegada Patrícia Burin, garante que a denúncia seja acolhida com seriedade, responsabilidade e respeito,  “o agressor nunca começa matando, começa com um empurrão, um xingamento e vai evoluindo até tirar a vida da vítima…”

E talvez você se pergunte: qual é o papel da ACIN nisso tudo?

Nosso papel é ser ponte, ponte entre o poder público e o setor produtivo, ponte entre a informação e a prevenção, ponte entre o silêncio e a coragem.

Precisamos levar essas iniciativas para dentro das empresas, capacitar lideranças, orientar equipes de recursos humanos, divulgar canais de denúncia, criar ambientes corporativos seguros.

Porque a violência doméstica não é um problema privado, ela impacta na produtividade, a saúde emocional, a estabilidade familiar e o ambiente de trabalho. Quando uma mulher sofre violência, toda a sociedade perde. Quando uma empresa se posiciona, toda a cidade avança.

A ACIN acredita que desenvolvimento econômico e responsabilidade social caminham juntos. Não existe ambiente de negócios forte onde não há segurança e respeito.

Hoje reafirmamos nosso compromisso: Vamos transformar discurso em prática, vamos fortalecer parcerias com as forças de segurança, incentivar protocolos internos nas empresas, apoiar campanhas educativas, e aqui volto a citar a Delegada Patrícia que no ano que passou desempenhou esse papel com maestria.

Espero que cada pessoa que leia esta mensagem, empresário ou não, leve consigo, para dentro da sua empresa e para a sua própria casa, sua vida, uma declaração simples, mas profundamente poderosa:

Aqui Não! Aqui não há espaço para violência, aqui não há espaço para omissão, aqui não há espaço para indiferença. Aqui há responsabilidade, respeito e ação.

Que possamos construir uma Navegantes mais segura, mais justa e mais humana, porque empresas fortes constroem cidades fortes.

E em cidades verdadeiramente fortes, não há espaço para violência.

Categoria: Palavra da Presidente