12 de junho de 2026
Por: ACIN Administrador
Recentemente, tive a oportunidade de participar de um importante momento de diálogo e reflexão promovido dentro do NUME pelo projeto “Aqui Não”, uma iniciativa da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) que vem sendo replicada em diversos municípios catarinenses, incluindo Navegantes, por meio da atuação da ACIN.
Mais do que uma campanha, o “Aqui Não” é um movimento de conscientização. Seu propósito é despertar em cada um de nós a compreensão de que a violência, o assédio, os constrangimentos e os abusos não são problemas isolados ou restritos ao ambiente familiar. Seus impactos alcançam toda a sociedade, refletem-se nas relações interpessoais e, inevitavelmente, chegam aos ambientes de trabalho.
Ao longo de minha trajetória no associativismo, aprendi que empresas são feitas por pessoas. E pessoas carregam consigo suas histórias, suas conquistas, seus desafios e também suas dores. Quando uma pessoa vive uma situação de vulnerabilidade, toda a sua rede de relacionamentos é afetada: a família, os amigos, os colegas de trabalho e a comunidade.
Costumo dizer que os colaboradores são o reflexo da liderança, assim como a empresa é o reflexo do seu time. Por isso, construir ambientes pautados pelo respeito, pela empatia e pela valorização humana não é apenas uma obrigação moral, mas também uma estratégia essencial para o fortalecimento das organizações.
O projeto “Aqui Não” nos convida a olhar para a base da nossa sociedade. Ele nos leva a refletir sobre os exemplos que estamos transmitindo às futuras gerações. Que valores nossos filhos e jovens irão absorver se crescerem acreditando que violência, humilhação ou abuso são comportamentos aceitáveis? Que tipo de sociedade construiremos se permanecermos indiferentes diante dessas situações?
É importante destacar que esta iniciativa não busca apontar culpados ou criar divisões. Não se trata de demonizar homens ou mulheres. Trata-se de acolher, orientar, informar e promover a conscientização. Trata-se de criar uma cultura em que o respeito seja inegociável e em que as pessoas saibam identificar situações de violência e buscar ajuda quando necessário.
Como entidade empresarial, a ACIN acredita que seu papel vai além do desenvolvimento econômico. Temos a responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento social de nossa comunidade, apoiando iniciativas que promovam a dignidade humana, a segurança e o bem-estar das pessoas.
Agradeço à FACISC por liderar esse importante movimento em Santa Catarina e por possibilitar que essa mensagem de conscientização alcance os municípios por meio das associações empresariais. Meu reconhecimento especial à Amanda Vilela e a todas as integrantes do projeto “Aqui Não”, que dedicam seu tempo, conhecimento e sensibilidade a essa causa tão relevante. Também agradeço à delegada Patrícia Tiraboschi Burin, que tem sido uma parceira incansável, sempre presente, apoiando e fortalecendo essa luta em defesa do respeito, da dignidade e da proteção das pessoas.
Em Navegantes, seguimos comprometidos em ampliar essa reflexão, mobilizar lideranças, engajar empresas e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, consciente e respeitosa. A transformação que desejamos para o futuro começa pelas atitudes que escolhemos adotar hoje.
A transformação que desejamos para o futuro começa pelas atitudes que escolhemos adotar hoje.